sexta-feira, setembro 18, 2009

Amor fogoso

Quem és tu mulher,
Que me guardas dentro de ti,
Aquela que me quer
E me faz tornar aqui?

Quem és tu bela senhora
Que me escutas e tratas de mim
Que me devolves sorrisos a toda a hora
E me fazes voltar a mim?

Como é bom não te conhecer
Para ir aos poucos descubrindo
Aquilo que me faz sofrer
Sorrindo...

Continua a tomar com tanto gozo
Aquilo em que não sou mau,
E deixa ir queimando este amor fogoso
Para que dure enquanto houver pau...

Tico ;)

18.09.2009
16h32

Etiquetas: ,

domingo, dezembro 02, 2007

Mentes muito mal...

Eu sei que o anseias,
Sei que o teu corpo o pede.
Os lábios de beleza semeias
A mando do que o coração antecede…

Não vale a pena lutar,
Não o consegues esconder.
Eu sei que me queres guardar,
Porque o insistes em não fazer?

Fazes um 'cadinho de pirraça,
Mostras um pouco do teu veneno.
Mostras do que é feita a tua raça,
Amostras do teu carisma pouco ameno…

Mas nada mais são do que evasivas
Daquilo que te recusas a aceitar.
Não são mais do que defesas
Que te impedem de voltar a apaixonar.

Não precisas de ser assim comigo,
Mas não deixes esses jogos e ardis.
Pois sabes que sempre estarei contigo
Mesmo nos momentos mais vis.

Hei-de te conhecer tão bem
E responder aos teus jogos mortais
Que tu própria cairás na cilada,
Não te servirão defesas fatais.

Deixa-te prender por esta cilada
E verás que não te vais arrepender,
Que mesmo apesar de encurralada,
Mesmo a mim amarrada,
Vais ter muito espaço para te mexer…

Eu sei que no fundo,
Desejas essa rendição,
Pois esse calor tão profundo
Que te atinge bem fundo,
Queima-te o coração.

Liberta-te dessas más memórias
Ou tempos de elevadas glórias,
Deixa de saber a sal…

Deixa essas defesas espinhosas,
Essas atitudes manhosas,
Pois mentes muito mal…

Tico
12.10.2004
15h48

Etiquetas: , , , ,

quarta-feira, julho 25, 2007

A cena dos "Três Beijos"...


Encontrei este texto meu de há bem mais de um ano e achei que seria interessante publicá-lo aqui.
Só para esclarecer, neste momento já não me encontro com esta pessoa. Da relação doce como começou e que durou meia dúzia de meses guardo apenas boas recordações.
Não querendo entrar em assuntos mais pessoais, achei que seria bonito publicá-lo aqui e tentar deste modo recordar-me da pessoa que era nesta altura...
Isto por um pensamento que ontem me pus a mim próprio: mas eu não era assim...
Assim, deixo-vos com um poema do ano passado a lembrar a pessoa que era (totó?... Roto?... Demasiado romântico?... Apaixonado?...) Logo verão.
Um abraço.




… A curiosidade assolava-a, docemente…
Um jeito terno e frágil, loucamente meigo, fazia-os sentirem-se cada vez mais ligados. Apenas a lua como confidente e o sol como amigo próximo poderiam alguma vez sentir algo tão grande e tão belo.
Ainda que separados por léguas, países, línguas e costumes, não só os seus sentimentos se declaravam, como se afirmavam cada vez mais inabaláveis.
Ainda que envoltos de mágoa, dor, saudade e rios de lágrimas as suas personalidades não só não se alteravam como se fortaleciam.
O desejo de se verem cegava-os mas logo essa força os recompunha, embebendo-os num mar de palavras doces para se sentirem um ao outro na medida do possível.
E como era possível?... Como era possível tão afastados um do outro, se sentiam tão perto, sentindo o calor de cada um, entregando-se um ao outro, brincando, abrindo-se um ao outro dando a beber da imaginação e vontade profunda de cada um.
E num mar de enigmas, charadas íntimas, amores e carinhos meigos, havia algo que queria saber…

– Porquê três beijos?...
– Minha Estrela do Mar… permite-me explicá-lo desta doce forma:


Então aqui vai princesa minha,
Este doce poema que vontade tinha
De to escrever e declamar
Bem de perto,
Ao ouvido, decerto
Numa noite de luar…

... ... ...

Porquê três?...
Porque não poderá ser uma só vez?
Porquê esta coisa louca,
De me querer diferente,
Apaixonado e consciente
Perante tão doce boca?…

Imagino teus lábios…
Só de o imaginar se arrepiam meus corsários
Neste final de dia
Em que espero uma presença tua,
Para nos juntarmos à luz da lua
E realizarmos o que cada um dizia…

Acompanha-me neste fluir de mente
Que nada tem de demente,
Mas sim um carinho decente
Num claro momento consciente...
Enquanto a minha mente o sente
E a minha memória o consente…

Entrega-te simplesmente,
A este teu príncipe encantado,
Que ao te sentir numa dor tão presente
Te quer envolver num abraço apaixonado…

...

Porquê três e não um apenas?…
Por que não dois ou quatro?
Que curiosidade é esta – que cenas –
Me ponho a imaginar no meu quarto?...

Simples é a resposta,
Mas é tão doce assim escrevê-la.
Pois quero deixar-te bem disposta,
Ao acabares de lê-la.

Porque…

Porque é tão bom…
Sentir-me a ti colado
Sem soltar um som
Num primeiro beijo afogado…

Na tua cabeça é o primeiro,
Por ser um mundo onde me perco por inteiro
De tão carinhoso, sensual e criativo,
Loucamente apaixonante e desconhecido,
Um desconhecimento por mim conhecido,
Sensível e amorosamente exaustivo...

No teu peito o segundo,
Por me apaixonar num amor profundo
Por tão doce coração...
Meigo, quente, frágil e forte
Que o destino me deu a conhecer por sorte,
E que não quero que me sinta como recordação...

O terceiro...
... Impossível não ser em lábios tão sensuais
Que demolhados só me fazem pedir por mais
Faça calor, chuva ou frio de rachar.
De dia ou de noite, ao sol ou à chuva,
Os quais gosto de mordiscar como a uma tenra uva
Num misto de dor e desejo, deixando-o prolongar...

Ainda...

O primeiro para te sentir,
O segundo para te fazer sorrir
O terceiro para nos termos com emoção...
Ligarmos estes lábios saudosos e viajantes,
Num culminar de promessas de amor constantes,
A cada hora, numa louca e profunda paixão...

Porque...

Porque só um não chega…
Já o estômago nos arde
E o coração fumega
Ao sentir tamanha saudade!

Porque...

Porque não chega apenas um,
Quero o teu sabor e mais nenhum
Quero enraízar-te em mim como sobreiros...

Deste modo minha Princesa
Deixa-me puxar-te para mim, e manter a chama acesa,
Com esta história dos três beijos...

Tico

23.02.2006

Etiquetas: , , ,